Não há tempo?...Há tempo...




Alguém estava à porta da casa, portão escancarado, 
buscando com o olhar em apelo surdo, pela rua quase deserta, alguém que pudesse pelo menos lhe dar um cumprimento, um alô...ou quem sabe olhasse em seus olhos e visse o que sua boca não conseguia dizer...Aguardou um pouco, e percebendo que ninguém sequer olhava para os lados, decidiu caminhar, e ser ela mesma, a dar um bom dia, boa noite, ou sei lá! E quem, sabe, alguém também respondesse.
Assim, passamos pela vida, tão entregues aos nossos problemas, ou como é hábito agora, cabeça arriada, olhos fixos na tela do celular buscando a última postagem nas redes sociais que sequer notamos quem está ali ao vivo, ansiando por um sorriso ou até quem sabe, algumas breves palavras sobre o tempo... 
Ah, mas não há tempo!
Que pena!... 
A vida é  apenas um sopro e não sabemos quando iremos com ele.
Existe multidões, carregando angústias em busca de um alívio, de um sorriso, de um cafezinho papeado...de um abraço apertado...
Há tempo!
Que tal olharmos às pessoas à nossa volta? Não para ver se tem um assaltante à vista, mas para ver pessoas e suas fisionomias. Se, caso olhe em nossa direção, basta um simples menear de cabeça, num sutil cumprimento, ou um sorriso em sinal de que estamos todos no mesmo planeta, buscando nosso ponto de equilíbrio. 
Um sorriso no rosto, ilumina o outro e muito mais a nós mesmos. Afinal, quem não gosta de receber um sorriso, em vez de uma fisionomia carrancuda ou mal humorada?
Gosto de conversar com todo mundo, em qualquer lugar, até nas conduções. Se a pessoa retribui ouvindo. e até mesmo fazendo colocações, ótimo!...Se não dá atenção, respeito seu silêncio, e fico apreciando por onde passo.

Texto: Sonia Afonso Costa

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