A Janela do Tempo
Reclinada em uma
cadeira fechei os olhos e fiquei espiando por uma janela, sim a janela do
tempo, a única que enxergamos melhor com os olhos da alma.
Ao deixar
fluir as lembranças tive a sensação quase palpável,que
saímos da vida em pequenos passos diários sem darmos conta disso.
Levantei e colocando a cabeça para fora da janela, quase consegui tocar em meus
pais, em meus filhos que passaram correndo aos gritos na brincadeira infantil.
Sim, eu vi e ouvi quando o tempo todo me solicitavam para isto ou aquilo, ou simplesmente para o consolo no colinho materno; também vi, o quanto meu nome foi cada vez sendo menos chamado, minha presença menos solicitada e, ao olhar mais uma vez , percebi que a janela havia se fechado,pois havia chegado a hora de cada um seguir seu próprio caminho atendendo ao chamado da vida. Assim como eu, um dia eles também simplesmente foram.
Sim, eu vi e ouvi quando o tempo todo me solicitavam para isto ou aquilo, ou simplesmente para o consolo no colinho materno; também vi, o quanto meu nome foi cada vez sendo menos chamado, minha presença menos solicitada e, ao olhar mais uma vez , percebi que a janela havia se fechado,pois havia chegado a hora de cada um seguir seu próprio caminho atendendo ao chamado da vida. Assim como eu, um dia eles também simplesmente foram.
Talvez um dia, quando os ciclos da vida forem se cumprindo, quem sabe eles também espiarão
por essa mesma janela, a da saudade.
Mesmo mais
nostálgicos ao entardecer dos anos, não significa viver no passado e querer que
tudo volte como era. A vida vai adiante e não retroage.Os fatos e as pessoas
mudam de lugar, mas o nosso amor, ah!...Esse, permanece acrescido de mais
pessoas e pessoinhas que enchem a casa de novo com suas risadas e gracinhas, renovando
assim os dias mais invernosos de nossa jornada.
Imagem: Web
Texto: Sonia Afonso Costa (2012)
Texto: Sonia Afonso Costa (2012)

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