Enfim...Sós?




Era uma vez...Num reino distante chamado juventude, momento cheio de sonhos e magia, o personagem dessa história encontra alguém que aparentava ser o aconchego e o amor de sua vida, aquele amor do cantar constante de pássaros em festa; mas o tempo, mestre e senhor da vida passa inexorável, e essas pessoas diferentes que carregam suas limitações naturais e humanas, atingem o ápice das dificuldades conjugais criando uma guerra particular.O que fazer da vida quando o desgaste no relacionamento traz mais sofrimento e angústia  do que alegrias? E só em pensar sobre isso surge o  impasse e o medo dentro de nós; como agir? Continuamos o duelo e somos infelizes para sempre, ou optamos pela separação, que também exige grande dose de coragem para se desestabilizar aquilo que parecia tão estável e eterno ou ainda, fingir que está tudo bem, focando em outros objetivos, desviando a atenção para não pensar a respeito de nossos sentimentos; essa a meu ver a mais sofrida das escolhas. Normalmente vemos a separação somente como perda, principalmente as mulheres da minha geração que constantemente ouviam de suas mães, tias e avós a frase emblemática da dependência total, -  “Ruim com ele, pior sem ele" mas ela (separação) também representa mudanças, aprender a viver e resolver tudo, a ter que seguir em frente com suas próprias pernas e perceber-se capaz disso.
Claro está que cada um fará o que lhe manda a consciência e sua própria maneira de lidar com os conflitos conjugais. Assim, seja qual for a opção, seguiremos em frente, cada um com suas lutas, solitárias ou acompanhadas, até que um dia as cortinas deste grande teatro chamadas vida se fechem para sempre dando o ponto final da história de amor de seres humanos reais, porque pessoas não são príncipes nem princesas, todos temos virtudes e defeitos, relacionamentos são desafios e não contos de fada como achávamos no passado pensando que bastava um para tudo dar certo.

Despedida
  
Palavras ditas e  “mal  ditas”
Gestos esperados e não feitos
Gestos  feitos e não esperados
Somatório de mágoas e dor

Dor do amor não amado
Do querer no vazio
Do teimar em querer
Do querer refazer.

Enfim... sós
E de todo aquele sonho juvenil
Ficaram as lembranças,
Os retratos, as crianças,
A vida que passou
E  a morte do amor

Texto: Sonia A. Costa
Imagens: Internet


Comentários

  1. Gostei bastante do seu texto e mais ainda dos versos ao final... É a vida ávida...rsrsrs.... E assim vamos crescendo......

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