O Maior Encontro de Nossas Vidas
Passamos
a maior parte de nossas vidas, procurando, desejando, não
sabemos o que exatamente, mas ansiamos crescer para fazer
coisas somente possíveis aos “grandes”.
Sonhamos um amor infinito, perfeito e uma bela família.
Procuramos um bom
emprego, um bom carro, uma boa casa, as novidades
da tecnologia, bons amigos para nos fazer companhia, boas festas para
nos divertir...
E assim vamos nessa roda viva de consumos e
desejos. Há cada vez mais o desejo imperioso de comprar ou desejar coisas que normalmente, não precisamos; talvez sirvam somente para encobrir o vazio que nos invade a alma.
Vivemos
muitas vezes, rodeados de pessoas que nos festejam a presença, mas,
ao primeiro sinal de necessidades ou dores profundas, esses
muitos se transformam em um ou dois, que como "Cirineus", nos ajudam a
levar a cruz.
Giramos
e giramos no carrossel de ilusões, e quase ao fim da estrada, vemos
que pouquíssimas coisas são realmente fundamentais.
A
vantagem de caminhar no tempo, é perceber que não precisamos
mostrar o que não somos, ou mostrar aos outros, uma felicidade que
estamos longe de sentir, nem usarmos qualquer droga que nos amorteça.
Porque, quando abafamos o som de nós mesmos, não vivemos,
apenas representamos papéis.
Ter
um encontro íntimo com nosso eu é aprender a viver sem
máscaras.
Texto:
Sonia A. Costa
Imagem
- Web

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