Dia 27 de Setembro






 Lembro bem desse dia com cheirinho de bolo recheado de alegria, quando nenhuma criança aparecia na escola porque com  bolsas à tiracolo, saíamos em bando fazendo algazarra ,esperando os saquinhos de guloseimas.
Muitas pessoas davam cartões antecipados, organizavam filas ou davam festas, com mesas, doações de roupas e brinquedos.
Quando as bolsas estavam estufadas de tão cheias, íamos até a casa de vovó que colocava os doces sobre uma alva toalha, escolhia o que podíamos comer e depois os  guardava no armário, para nos dar em pequenas quantidades, evitando assim problemas de "dores na barriga".
Os sacos vinham bem cheios e os doces normalmente feitos em casa, inclusive as cocadas; eram de dar água na boca.
Morávamos num subúrbio e lá a regra era ser feliz, e éramos mesmo!
Inicialmente, a festa só era feita por famílias com filhos gêmeos, mas com a devoção própria do povo brasileiro ela se popularizou e outros credos aderiram aos festejos, aumentando seu alcance.
Não importava para nós à época, a religião de cada um, éramos crianças.
Hoje, apesar de tantas passeatas contra a discriminação religiosa, as pessoas estão armadas umas contra as outras, fechadas no seu quartel de “ a minha é  a religião verdadeira” 
Avançamos no progresso material, mas não aprendemos a respeitar  a escolha religiosa do próximo.


Texto - Sonia A. Costa



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